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11 Jul 18

Conferência Influência 2018

A União de Mocidade da Assembleia de Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná promoverá nos dias 25 e 26 de agosto a Conferência Influência 2018. O evento ocorrerá no Centreventos da cidade de Piratuba/SC.


JUVENTUDE AD BRASIL: Somos Pentecostais

Geração que Influencia 

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus chegou ao Brasil pelas mãos de dois jovens missionários suecos, que incendiados pela chama pentecostal que varria os Estados Unidos no início da primeira década do século XX, colocaram suas vidas ao serviço do Reino de Deus, e lançaram-se num projeto onde a única certeza era a que Deus estava no controle de todas as coisas.

Chegaram ao Brasil em 1910, e no ano seguinte fundaram aquela que hoje é a maior instituição religiosa do movimento pentecostal moderno. Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren aqui chegaram, o Brasil passava por momentos decisivos na consolidação de seu sistema republicano. Não só havia mudado sua estrutura política, passando pela revolução que fez ruir o sistema monárquico, como também, realizado, duas décadas antes, a abolição do tão famigerado sistema escravista.

Guiados pelo Espírito Santo, trabalharam exaustivamente na evangelização do país, empreendendo esforços de tal forma, que nos anos de 1940, a Assembleia de Deus já se encontrava em todos os estados da federação.

O Brasil, nesse último século, passou por grandes transformações, de um país majoritariamente rural até a década de 1960, para um país moderno, urbano, cosmopolita e enredado na teia da globalização econômica e cultural. A Assembleia de Deus acompanhou esse desenvolvimento, cresceu junto com o país, está presente em todos os municípios do Brasil e em lugares remotos e distantes. De acordo com o Censo do IBGE 2010, mais de 12 milhões de pessoas se declararam membros de uma Assembleia de Deus.

Deus tem guiado seu povo! Em cada fase histórica de nosso país, Ele tem concedido ao seu povo a adoção de estratégias e práticas necessárias para o cumprimento de sua Grande Comissão (Mateus 16), de forma que o Espírito Santo, em cada uma dessas etapas, tem levantado jovens fortes e corajosos para dar continuidade à sua obra.

Entretanto, surge na atualidade, a necessidade de ampliar a visão, elaborar novas estratégias, planos e práticas para que sua obra avance diante de um dos mais difíceis desafios: a pós-modernidade.

E nesse contexto, precisamos de uma atenção especial para a juventude cristã, pois o inimigo de nossas almas, o diabo, tem feito de tudo para tragar nossos adolescentes e jovens, e levá-los a um caminho de completa escuridão e dor.

Pesquisas recentes dão conta de que metade dos jovens cristãos deixam de frequentar suas igrejas quando chegam na adolescência. E aí surgem muitas interrogações. O problema estaria nos jovens que não querem mais saber de compromisso com Deus? O problema estaria nas lideranças que não têm cumprido o seu papel e mentoreado seus liderados de perto? A igreja não evoluiu junto com as mudanças sociais? Estamos no fim dos tempos e seriam mesmo tempos difíceis e por isso não há mais nada a fazer? A universidade tem afastado nossos jovens da Igreja? As redes sociais é que têm tirado o foco e o tempo da nossa juventude? Esta geração está completamente perdida? Ainda podemos fazer algo?

É preciso que a juventude cristã seja levada a experiências mais profundas com Deus, a conhecer o sobrenatural.Nossos adolescentes e jovens devem assumir a mensagem cristã como estilo de vida, sentindo-se verdadeiramente membros do corpo de Cristo e tendo o compromisso de tornarem-se propagadores das boas novas de salvação.Há uma promessa de avivamento nestes últimos dias da igreja na Terra. E essa promessa diz que os jovens teriam visões, e com estas visões podemos influenciar, impactar o mundo.Para isso, precisamos de uma liderança que compreenda a mente, as dores, as interrogações de seus jovens, e que, acima de tudo, aprenda a amá-los e direcioná-los.

Como podemos influenciar nossa geração? Como podemos contribuir para a igreja de amanhã, que são os adolescentes e jovens de hoje, para que eles estejam preparados para lidar com os dilemas da pós-modernidade? É possível propor à juventude assembleiana em todo o Brasil um projeto de ação conjunta, que produza maior organicidade e direcionamento na construção de uma unidade que reflita em sua identidade, no conjunto de doutrinas, ensinamentos e em ações de evangelização e missões? Como aproveitar a acessibilidade das redes sociais para fortalecer a identidade da juventude assembleiana?

Nesse sentido temos um papel essencial em resgatar uma unidade, uma disposição e um anseio que era presente na juventude assembleiana nas primeiras décadas de sua existência.Quando a evangelização era a palavra de ordem e a santificação uma disposição profunda, natural e prioritária na vida de cada jovem, o poder de Deus era manifestado de forma maravilhosa através das conversões, das curas e dos batismos no Espírito Santo.

É nosso dever promover a unidade e resgatar os valores de identidade e força que sempre foram peculiares à juventude assembleiana, a fim de torná-la um instrumento cada dia mais poderoso nas mãos do Senhor.

Compreenda que unidade não significa que todos são iguais, que não exista diferenças, mas, que cada um deve compreender seu papel e sua importância na construção do todo, e se esforçar para cumprir seu mister. Precisamos de uma visão para o Brasil, e a participação de todos, das grandes capitais às vilas mais isoladas do país, é essencial para que as metas e os propósitos sejam alcançados.

Quando falamos em unidade para a juventude assembleiana, nos referimos a estabelecer a mesma visão, levantar uma bandeira, definir um único foco, uma meta a ser alcançada. Somos a maior denominação do país, estamos presentes em todos os aglomerados e povoados do pais. Precisamos de unidade para agir com força. Unidos somos mais fortes.

A unidade é o propósito de Deus para o seu povo. Um ambiente gerado pela unidade estimula e encoraja a todos (Coríntios 1.10). Um ambiente onde todos falam a mesma língua,e têm a mesma visão e lutam para conquistar alvos gera credibilidade e confiança necessárias para atrair, evangelizar, discipular e conquistar muitas vidas para Cristo. E sabemos, que priorizando essas coisas, as demais nos serão acrescentadas.

Precisamos também resgatara nossa identidade como juventude assembleiana. E o que é identidade? Na verdade, identidade é um conjunto de características que definem uma pessoa e/ou grupo social. Esses traços caracterizam o sujeito ou a coletividade perante os demais. Nossa denominação sempre foi conhecida por sua identidade, como dito outrora, quando a evangelização era a palavra de ordem e a santificação uma disposição profunda, natural e prioritária na vida de cada jovem, e nosso lema era Jesus salva, cura e batiza com o Espírito Santo.

Era possível identificar os membros de nossa igreja pela aparência, postura e linguagem. Pela postura ética e moral que sua presença impunha em qualquer ambiente que ele frequentasse. No entanto, é preciso compreender que uma identidade não é algo estático, imutável, ela pode sofrer mudanças, adaptações e modificações em sua estrutura, mas isso não significa que ela, por passar por mudanças, vai perder sua essência, os princípios que animam sua forma de ser e de se autodeterminar. Há coisas que não mudam com o tempo e nem se desgastam com o uso: a unção de Deus que nos faz cidadãos dos céus e representantes de Seu reino aqui na terra.

Precisamos desenvolver estratégias e práticas eficazes para a manutenção dos valores e princípios que regem nossa identidade,de forma que os membros de nossa igreja, principalmente nossos adolescentes e jovens, compreendam o valor de serem filhos de Deus e sintam-se orgulhosos de participarem de nossa denominação, conhecerem a nossa história, nosso credo, nossos valores, e assim possam, não apenas defendê-los, mas, vivenciá-los, para que o todo seja mais significativo que a soma das partes e passamos avançar no propósito para o qual a Assembleia de Deus no Brasil foi criada.

Por fim, observe o que oSenhor fala por meio do apóstolo João quando se refere aos jovens: “Jovens, eu vos escrevi porque sois fortes” (I Joao 2.14). A força da juventude é inegável. Uma juventude motivada torna-se uma arma poderosa nas mãos do Senhor. Certamente você já ouviu que a mocidade é a força motora da igreja. Precisamos canalizar a força desta juventude para evangelizar a nação, usando os dons e talentos que Deus concedeu a cada um, para falar do amor de Cristo nas casas, escolas e universidades, hospitais, presídios e através da Internet.

Para isso, precisamos entender quem é o jovem do século XXI ecomo a igreja tem utilizado o potencial do jovem cristão no intuito de cumprir sua missão e o que fazer para canalizar toda a energia, entusiasmo, criatividade e inquietude dos jovens numa ação de transformação da sociedade.


 

INFLUENCIANDO NA  EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL

Desde o início, o plano de Deus sempre foi encher a Terra com o Seu Nome e proporcionar salvação a toda humanidade. A história da criação nos mostra isso. Diz a Bíblia que no princípio criou Deus os céus e a terra (Gn 1.1). Em seis dias Ele formou todas as coisas. Céus, terra, luz, mares, luminares, todas as espécies da fauna e da flora, assim como toda a imensidão do universo e é claro, sua obra prima, o homem, feito do pó e à Sua imagem e semelhança.  O homem foi criado para dominar a terra, adorar ao Deus Todo-Poderoso, relacionar-se com Ele diretamente e difundir o Seu amor e bondade por todos os lugares, povos e gerações.

Ao patriarca Abraão, Ele disse: “Em ti serão benditos todos os povos da Terra” (Gn 12.3). Quando abriu o Mar Vermelho e o Jordão, Ele queria que seu povo passasse, mas o seu objetivo maior era que esse milagre e o Deus que o realizou fosse conhecido em todas as nações. Quando Davi enfrentou Golias, o garoto disse: “Tu vens a mim com espada e escudo e eu vou a Ti em nome do Senhor dos Exércitos” (I Sm 17.45). E inspirado pelo Espírito missionário continuou: “E toda a terra saiba que há Deus em Israel” (I Sm 17.45). Quando o Senhor permitiu a construção do famoso e suntuoso tempo de Salomão, não era seu objetivo glorificar o homem ou o templo. Seu objetivo foi declarado pelo próprio Salomão, que movido pelo Espírito de Deus disse: “E todos os povos da Terra conhecerão o Teu Nome” (I Rs 8.43). O milagre na cova dos leões, no relato da vida de Daniel, fez com que o rei Dario emitisse um decreto: “Que todos tremam e temam o Deus de Daniel” (Dn 6.26).

Mas diante de todos estes relatos e o desejo ardente de Deus em ver o Seu nome espalhado por toda a Terra, a tarefa nos parece que não foi completamente concluída. Tantos povos, raças, línguas e nações que ainda não conhecem o seu Nome. O que deu errado? Por que essa missão parou e não chegou a todos se há mais de 100 declarações nos Salmos com propósito de alcançar as nações do mundo e são muitas as nações que ainda não foram alcançadas?

Quando Cristo esteve nesta terra, inconformado com a tarefa inacabada Ele bradou: “Ide! Fazei discípulos de todas nações”. Todas! Sem nenhuma exceção. Há uma missão, uma ordem imperativa. Trata-se da Grande Comissão, o papel central da igreja de apresentar ao mundo a mais gloriosa notícia que já chegou ao nosso planeta: JESUS. É dever de todos, como mensageiros credíveis que demonstram não fórmulas ou técnicas, mas autenticidade, credibilidade e poder espiritual, anunciar as grandes obras Daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino e para a glória do Seu Nome.

Deus é extremamente apaixonado pela salvação do homem. Ele prova o seu próprio amor quando deu seu único filho para morrer em uma cruz, a fim de reinserir a humanidade dentro da Sua grande história.

Desde o nascimento da igreja, Cristo chama a todos, sem distinção. Jesus não disse: Ide pastores, presbíteros, missionários, líderes de jovens. Ele chama todos os cristãos, de todas as culturas, de todas as nações, independentemente dos tipos de personalidades e dons que possuam. Todos são chamados a ser testemunhas do amor de Cristo.

Ao longo da história, o Senhor usou homens como Paulo que, enquanto Saulo, era um perseguidor dos cristãos. Após um encontro com Cristo no caminho de Damasco se tornou um dos maiores missionários da história. Ele usou homens como Lutero, que em meados de 1500 se tornou o responsável pela grande Reforma Protestante. Ele usou homens como John Wesley e Jorge Whitefield, que em meados de 1700 foram responsáveis por um grande avivamento que se espalhou pela Inglaterra e América. Diz a história que eles pregavam para as multidões ao ar livre. Seus cultos reuniam de 5 a 6 mil ouvintes, que eram convencidas de seus pecados e aceitavam a Cristo.

Ele usou jovens como o inglês Hudson Taylor, para desenvolver um projeto missionário magnifico na China, deixando um legado para aquela nação. Usou também jovens como Daniel Berg e Gunnar Vingren, que impactados pelo avivamento que varria a Europa e os Estados Unidos, saíram de sua terra para fundar no Brasil aquela que seria a maior denominação pentecostal da nação, as Assembleias de Deus. Todos estes homens, sem exceção, foram usados porque entenderam a nobreza da causa do mestre.

Observe que a tarefa de anunciar as boas novas foi dada com exclusividade aos filhos de Deus na terra e não aos seres angelicais. Prova é que em Atos 10, vemos Cornélio, o centurião de Cesaréia, homem temente a Deus que dava esmolas e ofertas e ainda orava 03 vezes ao dia. Esse homem tocou o coração de Deus. Então, um dia o Senhor enviou um anjo, não para que pregasse a ele, mas para que o orientasse a enviar alguém a Jope, cidade portuária, em busca do crente Simão Pedro, para que este lhe falasse de Jesus e através de sua mensagem fosse salvo ele e toda a sua casa.

Evangelizar! Esta é nossa missão. Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e creem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo. (Pacto Lausanne)

Lamentavelmente, as mudanças estruturais pelas quais passou o mundo nas últimas décadas, sendo revolucionado pelos avanços tecnológicos, principalmente nas áreas dos transportes e das comunicações, forjaram um estado de coisas muito propenso a uma relativização da Palavra de Deus, principalmente entre os jovens, que de alguma forma perderam a essência de enxergar o Ide como uma causa maior.

A vida ganhou celeridade no presente século. Desde muito cedo nossas crianças são colocadas nas escolas, participam de inúmeros eventos, fazem vários cursos e são preparadas para serem bem-sucedidas e prósperas na vida. Como a dinâmica da vida, na condição pós-moderna, que nos envolve, exige cada vez mais atenção, há uma tendência natural para o distanciamento da vida dedicada à obra de Deus.

Numa sociedade sem Deus, os homens pensam apenas em si, nas circunstancias do seu bem-estar e nas possibilidades de prazer que podem obter. O espiritual é relativizado e o material colocado como prioritário na vida das pessoas. A Bíblia diz que nos últimos dias será assim mesmo. No entanto, ela também nos ensina a fugir e a não se conformar com o presente século e suas ofertas tentadoras (Romanos 12.1-3).

Se temos a consciência que a nossa juventude tem perdido o foco, o interesse, a disposição e o compromisso pela obra de Deus, é porque essa mesma juventude está sendo bombardeada, de todos os lados, por novas ofertas que o atual sistema capitalista (marcado pela relativização do absoluto, pela valorização exacerbada da individualidade e pela sociedade de consumo) coloca à sua disposição.

Portanto, devemos estar atentos com a nossa juventude, aqueles que vão levar em frente a obra que foi iniciada há muitos anos atrás mediante a obra da evangelização. Nunca vivemos um tempo tão propício para anunciar o Evangelho, um tempo em que a velocidade da informação e os meios de comunicação nos possibilitam falar de Jesus para pessoas de todos os lugares do planeta de forma tão rápida. Somos a geração que Deus quer usar nestes últimos dias da Igreja para promover um grande avivamento na Terra.

Não podemos deixar que a frieza espiritual tome conta de nossa mocidade. É preciso reascender no coração dos nossos adolescentes e jovens a paixão por missões e pela evangelização. Fazer com que a juventude cristã saia da sua zona de conforto e invada todos os ambientes: escolas, universidades, praças, ruas, hospitais, casas, enfim, todos os lugares, para falar do amor de Cristo e cumprir o Ide. 

O desafio da liderança atual, aquela que ainda tem compromisso com Deus e vela pela sua Palavra, é despertar uma geração de jovens para sacudir o mundo. Amanhã poderemos não ser mais líderes de jovens, mas precisamos deixar um legado para essa geração, encontrar estratégias em Deus e conscientizar nossos liderados acerca do gemido de milhares de almas que estão morrendo sem salvação todos os dias e necessitam de pessoas que possam levar uma mensagem de paz, esperança e salvação.

Há dois milênios fiéis discípulos assumiram riscos para que possamos estar aqui como igreja. Quais riscos iremos assumir para darmos oportunidade as novas gerações de estarem aqui como igreja? Talvez você esteja desconfortável com a sua chamada, e é realmente assustador sair da nossa zona de conforto. Mas não há nada como a alegria e a paz de estarmos no centro da vontade de Deus. Só isso é suficiente para assumirmos qualquer risco.     

Prezado líder, a vontade de Deus é que todos alcancem o pleno conhecimento da sua Palavra e sejam salvos (I Tm 2.4). Isso é muito sério. Quantos líderes tem a oportunidade em suas mãos de mudar a história de centenas de vidas, porém, estão mais preocupados com suas posições e vaidades pessoais e esquecendo-se de que o Senhor nos entregou pessoas especiais para cuidarmos como nossos próprios filhos, tratar com zelo e amor, e fazer deles homens e mulheres cheios do Espirito Santos, com o desejo ardente de fazerem de suas vidas instrumentos poderosos nas mãos do Senhor e serem uma nova esperança para o mundo.

Vivemos em um mundo de trevas e sofrimento.  Deus está nos chamando para um projeto divino. Ele vai com a gente. Somos chamados a uma parceria com Ele neste ministério da reconciliação. Devemos nos perguntar, quais são os riscos que nós, como uma geração vamos levar para as futuras gerações da igreja?  Precisamos ser líderes como Cristo foi. Não haverá nenhuma missão de Cristo sem líderes à semelhança de Cristo. Só o poder de Deus pode superá-lo por meio do Evangelho.

PASTOR LUARAN LINS


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CONFERÊNCIA INFLUÊNCIA

Introdução

Vivemos tempos de muitos desafios em todas as esferas da vida social. Crises nas famílias, modelos insustentáveis de desenvolvimento econômico, relativismo moral e a expansão do marxismo cultural são apenas alguns dos desafios que diariamente se colocam diante da igreja de Cristo nesses dias.

Entretanto, é fundamental que tenhamos um olhar mais amplo sobre o cenário. É verdade que estamos um mundo em crise, entretanto não é verdade que a história está desgovernada.  Ao contrário do que se possa pensar, a despeito de todo o aparente desgoverno em que se encontra o mundo, afirmar que o SENHOR, está governando absoluto a história. A revelação bíblica que apresenta Deus como criador é a mesma que apresenta Deus como Senhor que está conduzindo a história de forma que Seu Nome seja glorificado e seus desígnios eternos sejam estabelecidos.

A certeza de que nosso Deus tem em suas mãos o controle sobre a história nos permite olhar para o cenário ao nosso redor como uma grande fonte de oportunidades para que Deus seja glorificado. O caos moral em que nos encontramos pode ser interpretado como mais uma oportunidade para que a vida santa dos filhos de Deus seja ainda mais notada. O ambiente de intolerância para com os fracos e a competição estabelecida em todas as áreas podem ser campos férteis para que as sementes da compaixão e da misericórdia sejam plantadas. 

Falar sobre influência do jovens cristãos em nossos dias reconhecer em cada sinal de trevas uma oportunidade para ver um jovem cheio do Espírito Santo brilhar. Que nesses dias de Conferência Influência possamos receber o impacto da Palavra de Deus no nosso entendimento de forma que nosso coração seja quebrantado, nossa mente fique alerta No Nosso potencial transformador seja plenamente liberado para a glória de Deus.


Jesus e seu movimento de transformação 

Mc 5.1-20

- Toda proposta ministerial o pessoal que não estejam parada Na pessoa de Jesus Cristo não pode ser considerada uma proposta cristã. Por isso, nessa reflexão seremos guiados pelo relato do encontro de Jesus com um  homem que vivia numa condição de opressão maligna E que teve a sua realidade completamente transformada.

- Jesus é apresentado pelos evangelhos como um peregrino, alguém que está em constante movimento.

- Os discípulos de Jesus também foram inseridos nesse movimento, eles seguiam o Mestre.

- Jesus não mudou, continua se movimentando e chamando discípulos para andarem com ele. 

- A caravana de Jesus continua se movimentando e deixando marcas por onde passa.

- Observando a narrativa dos evangelhos, bem como o livro de Atos dos Apóstolos, podemos afirmar que o movimento natural da igreja resulta numa profunda reestruturação dos contextos com os quais ela se envolve. 

- Não temos motivos para imaginar que com a juventude cristã, como parte do Corpo de Cristo, seria diferente. A juventude está inevitavelmente envolvida no projeto de transformação inaugurado com a chegada do Reino de Deus.


1- Jesus, uma cidade e as pessoas que ali vivem (Mc 5.1-5)

- Em seus movimentos Jesus sempre tinha um propósito, não há acasos quando Jesus está no controle.

- Gerasa era um lugar de exclusão. Ninguém sonhava estar em Gerasa:

- Lugar aonde haviam impurezas, como os porcos.

- Lugar aonde a morte e a vida estão disputando espaço.

- Lugar aonde a ação dos demônios possuíam contornos claros, materiais, visíveis.

- Jesus se interessa por esses lugares e quer estar ali, mesmo que seja depois de uma tempestade.

- Quem segue Jesus também se interessa por lugares que não interessam a mais ninguém.

- Quais são os lugares dessa cidade que não interessam a mais ninguém? Quais são as regiões aonde a morte tem prevalecido? Como o maligno está agindo em diferentes pontos da cidade? 

- Jesus se depara com o sofrimento de um habitante daquele lugar. 

- A liberdade, a dignidade e a sanidade daquele homem lhe haviam sido roubadas pelos demônios.

- Nosso olhar para os perdidos da cidade deve ser de compaixão. Eles não estão se divertindo no vício, na prostituição, no crime,etc. Eles estão sofrendo. 

- Não há missão sem compaixão para com os perdidos. 

- Não somos melhores do que essas pessoas. O que Deus fez em nós quer fazer nelas também!


2-  O Sistema sendo denunciado (Mc 5.6-14)

- Jesus expulsa aqueles demônios e os autoriza a entrar nos porcos. 

- Jesus está denunciando um sistema que cuidava da integridade de porcos e abandonava os seres humanos ao desprezo. 

- A igreja deve ser a consciência da cidade. 

- Precisamos de pessoas com consciência missionária em diversos setores da cidade: na política, na saúde, na educação, nas comunicações, nos esportes, em todo lugar.

- Uma igreja comprometida com a missão na cidade deve denunciar as injustiças que nela ocorrem. 

- Não somos igreja apenas para nós mesmos, somos igreja na cidade e para a cidade.


3- Um sistema sendo patrocinado (Mc 5.10)

“E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos. E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país.”

Marcos 5:9-10 ARA

- Aquela legião de demônios pede a Jesus que não os mandasse para fora daquela região.

- Forças malignas possuem interesses específicos em regiões específicas.

- Muitos dos pecados e das mentiras que predominam numa região são sustentados por forças malignas.

- Essas forças espirituais querem destruir a imagem de Deus nas pessoas que querem afasta-las da vontade de Deus. 

“Então, me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia.”

Daniel 10:12-13 ARA

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.”

Romanos 8:26-27 ARA

“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.”

João 15:7 ARA


4- Transformação extrema: o potencial de transformação do Evangelho de Cristo (Mc 5.14-17)

- Quando as pessoas que sabiam da realidade de sofrimento enfrentada por aquele homem viram      a sua nova condição temeram. 

- Porque as pessoas se espantaram? Por que aquele homem estava "assentado, vestido e em perfeito juízo" (v.15):

- assentado

- Com perfeito controle sobre seu corpo. 

- Seu corpo não seria mais objeto de abuso, nem dele mesmo nem dos outros.

- vestido

- Nudez era símbolo de falha moral, perversão no caráter.

- Aquele que outrora estava exposto moralmente, agora tem a sua moral preservada, restaurada.

- A missão da igreja também tem uma expressão sobre a moralidade das pessoas.

- em perfeito juízo

- As escolhas daquele homem não eram livres, sua consciência estava cativa pelos demônios.

- Muitas pessoas na cidade se acham livres, mas sua consciência está tomada pela idolatria, pelo álcool, pela ganância, pela religiosidade, pela sexualidade distorcida, pelos demônios. 

- A presença de Jesus e de sua igreja possui efeitos concretos sobre a realidade das pessoas. 

- A missão não é algo apenas abstrato, invisível. Existem mudanças concretas e visíveis quando a igreja cumpre a sua missão na cidade. 



3- A maior prova da transformação (Mc 5.18-19)


- Se na cidade a ação da igreja ganha contornosconcretos, na vida dos indivíduos também. 

- Quando esse homem passa a gozar de liberdade e de consciência plenas ele manifesta o desejo de estar com Jesus em sua caravana.

- Jesus não o deixa ir, mas o manda ficar entre os seus fazendo a mesma coisas que ele faria se tivesse ido: anunciando e testemunhando a compaixão de Deus e seu poder transformador.

- A maior prova de que fomos transformados é o nosso compromisso com o processo de transformação de outras pessoas.

PASTOR LINDERSON TEIXEIRA