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Saga do crepúsculo

por Ivan Carlos

Milhões de adolescentes lotam os cinemas para acompanhar vampiros e lobisomens.

O terceiro filme da saga Crepúsculo estreou está semana nos cimenas e a equipe do CPAD News mostra para você uma reportagem veiculada na revista GeraçãoJC, nº 75.

Uma adolescente que vive com o pai em uma cidadezinha do interior, se apaixona por um rapaz bonito e misterioso. Ele, também se apaixona por ela, mas não podem viver esse amor porque é proibido. Esse é o segredo para se vender mais de 85 milhões de cópias em todo o mundo, com traduções em 40 línguas diferentes e arrecadar mais de 1 bilhão de dólares com a exibição dos filmes.

Trata-se da Saga do Twilight (Crepúsculo e Lua nova e recentemente Eclipse). O trio Bella, o vampiro Edward e o lobisomem Jacob encantam os adolescentes por todo mundo, principalmente as garotas, que suspiram com a beleza do ator, sua forma gentil e carinhosa de tratar Bella. “A autora foi muito inteligente ao usar duas coisas que prendem a atenção do adolescente, os atores são bonitos, ou melhor, lindos e o romance proibido”, essa é a opinião da cantora Patrícia Nogueira, 14 anos, membro da AD em Várzea Paulista (SP), liderada pelo pastor Alberto Rezende.

Antes de ser uma história de vampiros, o Crepúsculo é uma história de amor impossível. No entanto, é importante ficar atento as mensagens subliminares inseridas no discurso dos personagens. Os vampiros do filme não viram morcegos, não têm medo da luz, não são totalmente perversos, não têm medo de alho, estacas, cruzes e não dormem em catacumbas.

Para o pastor César Moisés, chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD, professor universitário e palestrante em eventos para adolescentes não adianta espiritualizar tudo dizendo que os filmes e os livros são sucesso porque foram oferecidos a Satanás. “É preciso que abramos os olhos para a realidade. Acho que falta produzir literatura que faça sentido para o adolescente cristão, que vive no mundo pós-moderno. É o que tentei fazer na ficção com o livro O Mundo de Rebeca”, afirma.

Pastor César Moises tem uma filha adolescente e sabe muito bem como isso funciona. “Não tenho receio em dizer não, pois ela só tem 11 anos e não pode decidir por sua vida, inclusive legalmente. É lógico que não basta simplesmente dizer não, sem que a situação sirva de experiência, ou seja, não a deixo sem razões. A ideia de limite e disciplina precisa ter uma função pedagógica. O “não” geralmente é seguido de “para que”. Ele conta que assistiu o Crepúsculo junto com sua filha. Afinal, como criticaria o filme ou o livro sem ter ao menos algum contato com o material?

“Se os pais não possuem o costume de fazer exercício crítico das programações televisivas, é aconselhável aprofundar-se com literatura séria e, quem sabe, iniciar essa atividade a partir desses filmes. É importante também observar a motivação com o qual o adolescente cristão quer assistir. Se caso a sua postura for de encanto, admiração ou mesmo simpatia, é preciso que, no exercício crítico realizado juntamente com os pais, o adolescente passe a não gostar desse tipo de filme”, revela o pastor.

A jovem Patrícia Nogueira conta que seus amigos da escola mudaram o comportamento por causa do filme. Ela tenta falar, mas eles não a levam muito a sério. “A beleza do ator e a história de amor proibido fecham os olhos espirituais e não conseguem os fazer enxergar as coisas que estão afrontando a Palavra de Deus”, conclui.

* Para saber mais a respeito da reportagem, adquirir a revista basta acessar o site ou entrar em contato pelo telefone 0800 021 73 73.

Por Ivan Carlos

Referência ABNT: Saga do crepúsculo. Disponível em: <http://www.cpadnews.com.br/redacao.php?s=4&i=2436>. Acesso em: <02 de julho de 2010>.

  

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