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Ser sal, essenial na conduta cristã

por Anderson Vieira

“Vós sois o SAL da terra; ora, se o SAL vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens”. (Mt 5.13 grifo meu - Bíblia Shedd)

A paz de Cristo. No conhecidíssimo sermão do monte, Jesus faz um discurso antagônico à postura de uma falsa prática religiosa da época. O rabi apresenta as bem-aventuranças, prega de uma maneira envolvente e sábia, em padrões que quebram os protocolos estabelecidos na comunidade judaica. Posso até ver, Jesus a falar e a multidão fascinada. A certa altura do sermão, Jesus faz uso de uma metáfora e compara os discípulos ao sal da terra. Sim, sal.

Para discernimos o que Jesus quis dizer, precisamos entender o papel do sal na cultura dos israelitas:

O sal simbolizava pureza e fidelidade. No AT as alianças eram feitas com o uso do sal – 2 Cr 13.5; O sal significava um pacto incorruptível, inviolável, indissolúvel – Nm 18.19; O sal não pode ser destruído pelo fogo e simbolizava a aliança duradoura entre Deus e Israel. O próprio Deus prescreveu o sal como parte necessária dos sacrifícios – Lv 2.13;

Até hoje, as batatas e ovos cozidos servidos no Pessach, a Páscoa Judaica, são regados com água salgada que simboliza as lágrimas derramadas pelos judeus na fuga do Egito;

O sal era essencial, sendo o único meio de preservar alimentos, tais como a carne, o peixe, etc; O valor primário do sal não estava em seu uso como condimento, mas em sua capacidade de preservar;

Nos dias de Jesus era bem diferente dos nossos dias, o sal tinha um alto valor mercadológico, tanto que os soldados romanos eram pagos com sal, por isso se oriunda o termo salário.

Então, quando Jesus comparou os discípulos ao sal, estava fazendo referência às características que eles deveriam possuir:

Como cristãos e sal, devemos impedir que este mundo corrompido entre em estado de putrefação espiritual. Devemos conservar as vidas em comunhão plena com Deus, a fim de que, ao ressoar da trombeta, o maior número possível de pessoas encontre-se com Jesus nos ares;

Como sal, cabe a nós fazer com que a vida de muitos que estão perdidos ganhe sabor, sentido e direção;

Como sal nós não podemos retroceder, devemos anunciar as boas novas do Reino de Deus, dar bom testemunho, salgar os ambientes em que estamos inseridos como trabalho, faculdade, lar, etc e fazer a diferença como novas criaturas que somos.

Por fim, fica o alerta para que não venhamos a tornar-nos insípidos. Os depósitos de sal, ao longo do mar Morto, contêm não só o cloreto de sódio, mas uma variedade de outros minerais também. Este sal podia vir a tornar-se sem utilidade quando a chuva lavava sua salinidade, tornando-o insípido no correr dos anos. Não permitamos que, com o passar do tempo, nossa vida fique sem sal. Caso isso venha a acontecer, para nada mais prestaremos, senão para, lançados fora, sermos pisados pelos homens (Mt 5.13b).

Deus conta conosco para salgar esse mundo. Ide...

No amor de Cristo,

Anderson Vieira
é natural do Rio de Janeiro, cristão, casado com Lucinete Vieira, pai de Thaís e Isaac,
 graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda.
Cursa também Bacharelado em Teologia. É diácono na Igreja Batista da Paz em Cuiabá/MT,
 é pregador, realiza missões, ministra estudos voltados para crianças entre
 7 a 10 anos na igreja nos cultos dominicais e escreve artigos de caráter cristão para jornais e sites.
famintopordeus.blogspot.com

Referência ABNT: VIEIRA, Anderson. Ser sal, essencial na conduta cristã.  Disponível em: <http://www.umadescp.com.br/secoes/artigos/036.htm>. Acesso em: <DATA DE HOJE>.

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