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Quando a crônica dá certo
por Bruno Vinícius
Crônica
Quando a crônica da certo!
Sai boa,
simples e redonda. Do jeito que Deus gosta – que um dia desses, ainda me
confessou: sempre arranja um tempinho pra daumalidaa em duas ou três
crônicas!
A crônica pra ser boa tem que ser de prima! Como um gol que define o jogo
e coloca a torcida pra cima! Mas nem sempre é assim e tem dias que ela sai
soada, encharcada; e cada pingo que cai na folha é um refrigério pra alma
da gente, que soou junto pra escrever algo que vale-se a pena. Mas quando
não vale é que ela fica melhor ainda! Quando o assunto é bobo. Quando o
dia não é importante – uma crônica bem feita na quarta feira é demais!
E a gente fica sabendo que deu certo só depois, quando chega alguém perto
da gente e diz que era exatamente aquilo. Sem tirar nem por!
Deu certo!
Ela, a crônica certeira, pode surgir a qualquer momento. No caminho pra
panificadora, na fila do banco ou com um beijo roubado – surgindo dentro
da prisão chamada de amor, ou da dor, dependendo a força do tapa da moça
que se roubou o beijo!
Não existe regra.
E diferente da poesia, a crônica certa não carrega sentimento, magoas ou
grandes alegrias.
Não!
A crônica é como uma mulher magra que não ama ninguém: é leve e calma!
Mas também é pessoal…
E às vezes a que da certo pra um, não da pra outro. Uma crônica que da
certo quase sempre fica assim dividida, de um lado os que gostaram, do
outro os que nem leram até o final.
Às vezes uma crônica, como essa mesma que você lê agora, nos deixa uma
sensação de que não deu certo! E se por acaso – Deus queira – você
encontrar outras dessas por aí, tenha a certeza:
Deram certíssimas!
Bruno Vinícius
Referência ABNT: VINICIUS, Bruno.
Quando a crônica dá certo. Disponível em:
<http://www.formulados.com.br/v2/espiritualidade/bruno-vinicius/quando-a-cronica-da-certo/>.
Acesso em: <07 de outubro de 2009>.
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