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Esperança em meio ao caos (As torres gêmeas)
por Rodrigo "Bibo" de Aquino
Cinco anos após a queda do World Trade
Center chegou aos cinemas a película dirigida por Oliver Stone (Alexandre,
O Grande): As Torres Gêmeas. O filme dispensa apresentações, pois retrata
um fato que todos viram, fala de algo que de alguma forma abalou o mundo.
Então o que torna As Torres Gêmeas interessante?
Todos vimos aquilo que as câmeras da TV mostraram, e é claro, do lado de
fora. Nesse filme somos levados para dentro das torres e acompanhamos a
agonia de John Mcloughlin (Nicolas Cage – O Senhor das Armas) e Will
Jimeno (Michael Pena – Crash), dois policiais rodoviários soterrados pelos
escombros. O filme inclusive nem mostra as torres sendo atingidas, quando
a primeira torre é atingida Jimeno somente vê a sombra do avião e ouve o
estrondo, como não se arrepiar?. E quando a segunda é atingida, só se ouve
a explosão. Acredito que nem precisava mostrar a imagem do impacto, porque
só ouvindo, sua mente resgata as imagens que viu a cinco anos atrás na
mídia. Baseado nos relatos desses dois policiais, As Torres Gêmeas não tem
outro objetivo, a não ser o de revelar a agonia dos soterrados e a
esperança dos familiares.
Esperança é o tema desse filme. Praticamente imóvel debaixo de uma parede
de concreto, o policial Jonh não tinha outra coisa, a não ser a esperança
de rever a esposa, foi a esperança que o manteve vivo. Com Jimeno não foi
diferente. Com certeza os dois morreriam, se não fosse a esperança de um
soldado em encontrar sobreviventes em meio ao caos.
A lição que tiro de As Torres Gêmeas é que apesar da minha condição de
pecador, a esperança que opera em mim (Hb 6.18-20), pode me levar a fazer
algo de relevante em prol daqueles que estão em meio aos escombros.
Entendi as palavras de Lutero acerca da fé, quando ele diz que a fé não
fica perguntando se há boas obras à fazer, e sim, antes que surja a
pergunta, ela já as realizou, aqui coloco a fé como sinônimo de esperança.
E de fato, se aquele soldado não ouvisse a voz da esperança, que louco
iria no meio de ferros retorcidos e toneladas de concreto procurar
sobreviventes?
Só sei de uma coisa, todo aquele que confessa a Cristo como salvador, é
embaixador do céu (2Co 5.20), e como tal, tem o dever de representar a
viva esperança que procede da Cruz. Quem sabe alguém, debaixo de escombros
emocionais, sociais ou raciais esteja depositando sua esperança em alguém
que os venha ajudar a sair desse cativeiro. Já pensou que esse alguém pode
ser você?
Rodrigo "Bibo" de Aquino
é autor do livro Rascunhos da Alma e
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Referência ABNT: AQUINO, Rodrigo de.
Esperança em meio aos caos (As torres gêmeas). Cinema e fé cristã. Disponível em:
<http://www.umadescp.com.br/secoes/artigos/003.htm>. Acesso em: <Data de
hoje>.
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